Chega de MINAS GERAIS pagar o preço pela ganância das mineradoras

Fora Máfia da Mineração

Precisamos de uma multidão mobilizada para enfrentar essa máfia

Reportagem G1: Operação Rejeito indicia 34 por fraudes em licenças ambientais
Sind Rede-BH: esquema bilionário de corrupção da mineração em MG
Manuelzão UFMG: PF prende diretor da ANM em operação sobre mineração ilegal
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O que está acontecendo

Em setembro de 2025, a Polícia Federal revelou um mega-esquema de corrupção envolvendo mineradoras em Minas Gerais. Pelo menos 22 pessoas foram presas. Mais de 40 empresas foram flagradas fraudando licença ambiental. Isso não é exceção: é o retrato de como a máfia da mineração opera há muitos anos no nosso estado.  Este ano, mais denúncias vieram à tona: a PF mostrou que uma verdadeira organização criminosa movimenta bilhões de reais às custas das nossas serras. Empresários pagam propina para enganar a fiscalização e seguem lucrando muito dinheiro.  Enquanto isso, populações atingidas pela mineração sofrem com água contaminada, poeira, barulho, doenças, violência e destruição do meio ambiente. São aterrorizadas pelo risco constante de uma tragédia.. O tão falado retorno em empregos e melhorias nunca vem como prometido. Tem cidade que nem produz minério, mas sofre os impactos destrutivos dessa indústria e não recebe sequer a devida compensação com arrecadação de impostos.  Brumadinho. Mariana. A gente sabe como termina quando a ganância fala mais alto

MINAS GERAIS NÃO AGUENTA MAIS A MÁFIA DA MINERAÇÃO. ISSO SÓ VAI MUDAR COM PRESSÃO POPULAR.

Quem fiscaliza

Barragem não rompe sozinha. Quem tem o poder de fiscalizar e evitar esses crimes são os governos. Mas é no Legislativo que as leis ambientais são feitas. Da política de fiscalização à abertura de CPI, tudo passa pelos parlamentares do Congresso Nacional e da Assembleia de Minas. Por isso o seu voto importa demais. São esses mandatos que vão decidir se as mineradoras vão continuar causando mortes e destruição em Minas Gerais.

Não é só minério de ferro.

No Vale do Jequitinhonha, o Ministério Público Federal recomendou suspender autorizações de pesquisa e extração de lítio. O motivo: as quase 250 comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais nunca foram consultadas, embora a lei exija isso antes de qualquer exploração.

No Sul de Minas, a disputa pela exploração de terras raras, essenciais para a transição energética, repete a velha lógica e interesses de grupos estrangeiros passam por cima de tudo. Não existe uma política brasileira de indústria, ciência e tecnologia consistente para o setor. A população está cansada de ter suas riquezas retiradas e receber de volta apenas o dano socioambiental. São milhares de processos minerários abertos em todo o estado e comunidades inteiras ameaçadas, sem condições de decidir sobre o que está acontecendo. Precisamos lutar pela nossa soberania e pela proteção dos nossos territórios e das nossas vidas.

Nove anos depois, quem pagou a conta?

Acordo de reparação não é responsabilização. Foi assinado nos casos de Mariana e Brumadinho, mas não resolveu a questão criminal: ninguém foi condenado.

Em Brumadinho, mesmo com 272 mortes, o processo na Justiça ainda corre contra 15 pessoas físicas e duas empresas. Em Mariana, nove anos se passaram sem nenhuma condenação definitiva.

Monetizar o crime não assusta quem lucra bilhões. Enquanto a punição não vem, as mineradoras aprendem que o crime compensa porque cabe na conta.

Quem faz parte do movimento

Áurea Carolina
Áurea Carolina
Duda Salabert
Duda Salabert
Iza Lourença
Iza Lourença
Felipe Gomes
Felipe Gomes
Célia Xakriabá
Célia Xakriabá

Pra enfrentar, tem que ter gente junto.

Preencha e entre no nosso grupo!