Chega de Minas pagar opreço pelaganância dasmineradoras

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Reportagem G1: Operação Rejeito indicia 34 por fraudes em licenças ambientais
Sind Rede-BH: esquema bilionário de corrupção da mineração em MG
Manuelzão UFMG: PF prende diretor da ANM em operação sobre mineração ilegal
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O que está acontecendo

A Polícia Federal prendeu 22 pessoas e cumpriu 79 mandados em 2025. Encontrou um esquema de mais de 40 empresas fraudando licença ambiental em Minas Gerais. Isso mostra como a mineração funciona no nosso estado.

Enquanto empresário lucra dinheiro grosso e paga propina pra enganar a fiscalização, quem vive perto de barragem continua sem proteção nenhuma. Água contaminada, poeira, barulho, doença, violência, destruição do meio ambiente. E o retorno em emprego e melhoria nunca chega como prometido.

Quem devia fiscalizar isso? A Agência Nacional de Mineração, o governo do estado, a Assembleia de Minas. Mesmo assim, o esquema rodou solto por anos. Tem cidade que nem produz minério e sofre com isso constantemente. Na hora de dividir o que a mineração arrecada, esses municípios não recebem nem um real. E agora tem terra rara também. É a mesma lógica de sempre: lucro vai embora, buraco fica aqui. Chega de fiscalização de fachada. É preciso pressão popular pra mudar isso.

BRUMADINHO. MARIANA. A GENTE SABE COMO TERMINA QUANDO NÃO RESPEITAM A FISCALIZAÇÃO.

Quem fiscaliza

Barragem não se rompe sozinha. Quem tem o poder de fiscalizar e evitar esses crimes é o Congresso. Da lei de fiscalização à abertura de CPI. Tudo passa por lá. Por isso o nome que você vota pro Senado e pra Câmara importa. São esses mandatos que vão decidir se as mineradoras vão continuar deixando esse rastro de mortes e destruição em Minas Gerais.

Não é só minério de ferro.

No Vale do Jequitinhonha, o Ministério Público Federal recomendou suspender autorizações de pesquisa e extração de lítio. O motivo: quase 250 comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais nunca foram consultadas, embora a lei exija isso antes de qualquer exploração.

São mais de 6 mil processos minerários abertos na região. Enquanto isso avança sem consulta, quem vive ali não decide nada sobre o próprio território.

Nove anos depois, quem pagou a conta?

Acordo de reparação não é punição. Isso já foi assinado, em Mariana e em Brumadinho, mas não resolve o que interessa de verdade: ninguém foi condenado.

Em Brumadinho, 270 mortes, e o processo criminal ainda corre contra 15 pessoas físicas e duas empresas. Em Mariana, nove anos se passaram sem nenhuma condenação definitiva.

Dinheiro no orçamento não assusta quem lucra bilhões. Enquanto punição não vem, as mineradoras aprendem que o crime cabe na conta.

Quem faz parte do movimento

Áurea Carolina
Áurea Carolina
Duda Salabert
Duda Salabert
Iza Lourença
Iza Lourença
Felipe Gomes
Felipe Gomes

Pra enfrentar, tem que ter gente junto.

Preencha e entre no nosso grupo!