Chega de MINAS GERAIS pagar o preço pela ganância das mineradoras

Precisamos de uma multidão mobilizada para enfrentar essa máfia









O que está acontecendo
Em setembro de 2025, a Polícia Federal revelou um mega-esquema de corrupção envolvendo mineradoras em Minas Gerais. Pelo menos 22 pessoas foram presas. Mais de 40 empresas foram flagradas fraudando licença ambiental. Isso não é exceção: é o retrato de como a máfia da mineração opera há muitos anos no nosso estado. Este ano, mais denúncias vieram à tona: a PF mostrou que uma verdadeira organização criminosa movimenta bilhões de reais às custas das nossas serras. Empresários pagam propina para enganar a fiscalização e seguem lucrando muito dinheiro. Enquanto isso, populações atingidas pela mineração sofrem com água contaminada, poeira, barulho, doenças, violência e destruição do meio ambiente. São aterrorizadas pelo risco constante de uma tragédia.. O tão falado retorno em empregos e melhorias nunca vem como prometido. Tem cidade que nem produz minério, mas sofre os impactos destrutivos dessa indústria e não recebe sequer a devida compensação com arrecadação de impostos. Brumadinho. Mariana. A gente sabe como termina quando a ganância fala mais alto
MINAS GERAIS NÃO AGUENTA MAIS A MÁFIA DA MINERAÇÃO. ISSO SÓ VAI MUDAR COM PRESSÃO POPULAR.
Quem fiscaliza
Barragem não rompe sozinha. Quem tem o poder de fiscalizar e evitar esses crimes são os governos. Mas é no Legislativo que as leis ambientais são feitas. Da política de fiscalização à abertura de CPI, tudo passa pelos parlamentares do Congresso Nacional e da Assembleia de Minas. Por isso o seu voto importa demais. São esses mandatos que vão decidir se as mineradoras vão continuar causando mortes e destruição em Minas Gerais.
Não é só minério de ferro.
No Vale do Jequitinhonha, o Ministério Público Federal recomendou suspender autorizações de pesquisa e extração de lítio. O motivo: as quase 250 comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais nunca foram consultadas, embora a lei exija isso antes de qualquer exploração.
No Sul de Minas, a disputa pela exploração de terras raras, essenciais para a transição energética, repete a velha lógica e interesses de grupos estrangeiros passam por cima de tudo. Não existe uma política brasileira de indústria, ciência e tecnologia consistente para o setor. A população está cansada de ter suas riquezas retiradas e receber de volta apenas o dano socioambiental. São milhares de processos minerários abertos em todo o estado e comunidades inteiras ameaçadas, sem condições de decidir sobre o que está acontecendo. Precisamos lutar pela nossa soberania e pela proteção dos nossos territórios e das nossas vidas.
Nove anos depois, quem pagou a conta?
Acordo de reparação não é responsabilização. Foi assinado nos casos de Mariana e Brumadinho, mas não resolveu a questão criminal: ninguém foi condenado.
Em Brumadinho, mesmo com 272 mortes, o processo na Justiça ainda corre contra 15 pessoas físicas e duas empresas. Em Mariana, nove anos se passaram sem nenhuma condenação definitiva.
Monetizar o crime não assusta quem lucra bilhões. Enquanto a punição não vem, as mineradoras aprendem que o crime compensa porque cabe na conta.
Quem faz parte do movimento
Pra enfrentar, tem que ter gente junto.
Preencha e entre no nosso grupo!




